Eu estava ponderando outro dia como a sensação de insegurança pode ter aumentado tanto entre os portenhos em um espaço de seis anos, tempo que separa as minhas duas viagens a Buenos Aires. Uma amiga argentina considera que o ponto-chave para a mudança foi o assassinato de um jovem de um bairro elegante da capital durante um assalto, em 2004. Desde então, acredita minha amiga, a classe média (e Buenos Aires é uma cidade de classe média) anda assustada.
De fato, o noticiário está cada vez mais recheado de crimes violentos que, em primeiro lugar, acontecem com mais frequencia, e, em segundo lugar, são noticiados à exaustão. Hoje, o Clarín publicou uma pesquisa do Instituto Gallup que mostra o impacto da violência sobre a população. 57% dos argentinos consultados declararam que moram uma área insegura. E que a criminalidade aumentou bastante ao longo dos últimos 12 meses. Aliás, a presidente Cristina Kirchner, e o seu correligionário Daniel Scioli, governador da Província de Buenos Aires, têm na segurança um de seus pontos mais fracos na avaliação dos eleitore

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