O trem da linha Sarmiento, que me leva de Castelar, onde estou hospedado, a Buenos Aires costuma ser bastante prático, pelo menos desde que eu comecei a utilizar seus serviços. Com uma passagem qu custa AR$1,25, o equivalente a R$ 0,70, dá para ir de um lugar a outro em 40 minutos. Normalmente. Hoje houve uma demora absurda na viagem. Na volta para a Zona Oeste, o trem ficou parado quase o mesmo tempo que leva para completar o percurso. Ou seja, levei quase uma hora e 25 minutos para chegar.
Ao ler o site do Clarín, fiquei sabendo que teria havido um princípio de incêndio pela manhã, que deixara cerca de 30 passageiros feridos. UAU! A empresa negou o incidente, mas o jornal obteve relatos de quem estava no local. É esse trem que vou pegar amanhã de manhã para ir à aula.
Aliás, há alguns anos um trem dessa mesma linha foi incendiado, mas propositalmente. Os passageiros que às vezes têm que enfrentar uma viagem de quase duas horas em pé, quando se sai da estação de Moreno com o veículo já cheio, perderam a paciência com a demora e partiram para o vandalismo. De fato, a ida para o trabalho nesses trens é muito estressante.
Senhoras e senhores distintamente vestidos para ir ao trabalho deixam de lado a elegância para um fenomenal empurra-empurra, assim que o trem aponta na estação. Como os trens não dão conta do número de usuários, a luta para ir sentado é feroz. E Mesmo alguns idosos, que aqui não têm formalmente assentos preferenciais, entram no corpo a corpo. Às vezes parece, que o povo vai sair no tapa. Mas passado o momento da disputa, todo mundo volta a ficar quientinho, sem ressentimentos, O empurrão que pode te levar ao solo não deve ser levado pelo lado pessoal. Era só a luta por um assento na viagem até Buenos Aires.

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