Não espere ver tantas pessoas assim nas ruas de Buenos Aires na noite de 31 de dezembro. Até os piqueteiros costumam ficar em casa com a família para o reveillon

Eu até que incentivei alguns amigos a vir passar a virada do ano comigo aqui em Buenos Aires. Mas isso antes de descobrir que não há nenhuma comemoração pública, que não vai ter ninguém no Obelisco, nas ruas de Puerto Madero ou na Avenida de Mayo com um espumante na mão fazendo contagem regressiva para 2010. Ninguém, nenhum argentino. Talvez algum grupo de turistas desavisados vestidos de branco esteja perdido pela rua à meia-noite em busca de alguma coisa para fazer de última hora.
Os portenhos, que durante o ano inteiro saem quase todas as noites e ocupam as ruas para protestar quase todos os dias, estranhamente nunca resolveram unir as duas coisas na última noite do ano e ocupar as ruas para uma grande festa. À meia-noite, estão todos em casa paar o brinde em família. E os jovens e os boêmios começam a ir .para as danceterias por volta das 2 horas para celebrar o ano novo dançando. Até agora não entendi direito como uma capital como Buenos Aires, com toda a projeção internacional que tem, não comemora adequadamente o Ano Novo. Meus amigos portenhos mencionaram motivos como a cultura de família o medo da violência (isso em uma das metrópoles mais seguras do continente) e a falta de jeito para abraçar desconhecidos nas ruas e desejar feliz ano novo.
Bom, o G1 anunciou neste 2 de dezembro que Salvador e Buenos Aires são os dois destinos mais em conta (para quem está em São Paulo) quando se pensa em festejar o reveillon. Buenos Aires tem milhares de atrativos. Mas quem deseja uma super festa para começar 2010 animado deve pensar em outro destino. Pelo menos no reveillon, assim como no carnaval, Salvador leva ampla vantagem.

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