Cruzamento entre a rua Sarmiento e a Pasteur

Cruzamento entre a rua Sarmiento e a Pasteur

A quantidade de sacos de lixo jogados pelas ruas da cidade é constrangedora. Salvador em seus piores dias de sujeira, o início da década de 90, não viu nada parecido. Oficialmente, os sacos só podem ser depositados entre as 20h e as 21h e o recolhimento é feito durante a noite. Mas a qualquer hora do dia os portenhos se deparam com montanhas de lixo. Uma ONG chamada Basura Cero, ou lixo zero em português, estima que 5 mil toneladas de resíduos residenciais e comerciais são produzidos diariamente na capital argentina. E esse lixo mofa durante horas e horas na rua, para a alegria dos ratos, das baratas e de outros insetos.

A prefeitura justifica os amontoados de sujeira com o crescimento da economia. Mais consumo, mais lixo. Incrivelmente, uma cidade rica e com uma população bem educada como Buenos Aires se acostumou à paisagem e ao fedor. Ninguém se move ou protesta contra falta de limpeza nas ruas. O único movimento é o de ensacar os restos do dia e baixar o lixo na hora indicada.

Anúncios