Hoje foi o primeiro dia de aula. Ou seja, o primeiro dia de atividades produtivas, quando se leva em conta que foram os estudos que me trouxeram a Buenos Aires. Mas o conteúdo da aula deve interessar pouco a quem segue este blog. Em alguns dias, devo começar a escrever sobre o tema em http://www.ocronista.com
O relevante aqui é falar dos 10 minutos de intervalo, quando tive um pouco mais de contato com alguns dos colegas. Argentinos que se aproximaram porque querem falar português ou anseiam por conhecer a Bahia; uma portenha que quer ir embora porque está cansada de seu país, um conterrâneo dela que voltou feliz da vida para casa depois de passar uns anos na Europa; uma estadunidense que tem parentes no Brasil e quer viajar a Salvador e outro brasileiro, também jornalista, que veio de Minas Gerais. O intervalo para o café vai ser animado.

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O site do jornal argentino La Nación publicou no dia 7 de março uma matéria sobre blogs a respeito de Buenos Aires, feitos por estrangeiros que moram na cidade. Uma queixa comum entre os bloggers é a falta de opções na dieta portenha. Fora isso há considerações sobre o custo de vida, altíssimo, a sujeira e outros problemas. Mas, claro, há muitas declarações de amor à cidade, que, mesmo com o visível empobrecimento, continua linda e charmosa.

Apesar da noção de que as pessoas normalmente se irritam com críticas feitas por forasteiros, a maioria dos comentários deixados pelos portenhos deu razão aos blogueiros. Talvez seja uma característica dos argentinos, que, pessimistas, costumam ter como referência a grandeza do passado, enquanto os brasileiros, otimistas, tendem a acreditar que o melhor estar por vir.