Para começo de conversa, é bom ter em mente que para os argentinos churrasco significa apenas um corte de carne, consumido, inclusive, por pessoas em dieta. Aquela fartura de de cortes de todos os tipos que vai na brasa é conhecida pelos portenhos como “asado”, escrito assim com um esse só mesmo, mas pronunciado com som de dois: assado. Esse ee o prato típico do domingão, quando os argentinos se reúnem em família ou com os amigos e passam boa parte do dia bebendo e comendo.
Quem tiver a sorte de ter um amigo no país e for convidado para um asado tem duas opções: pode passar no supermercado e levar o seu corte de carne favorito para colocar na parrilla, se for no esquema de cada um leva o que consome, ou então escolher apenas um bom vinho, se for o caso. Nos supermercados de chineses (ou chinos, como dizem em espanhol) você pode encontrar boas marcas baratas. Com a inflação na Argentina a todo o vapor, não convém dizer o preço em pesos, mas dá para encontrar um Callia Malbec Syrah por menos de R$ 10. Se quiser impressionar alguém e tiver com dinheiro sobrando, invista em um Rutini.
Mas como para a maioria dos mortais é pouco provável que apareça um asado assim de boca livre, há sempre um bom restaurante com carne no prato. Um dos melhores é o La Cholita, que fica na Rodriguez Peña, perto do cruzamento com a famosa Avenida Santa Fé. É muito bom e não é muito caro, o que significa que quase sempre tem fila e a depender da quantidade de pessoas no grupo é possível que se espere quase uma hora por uma mesa nos horários de pico (à noite, especialmente). Uma parrilada é carne suficiente para três ou quatro pessoas boas de garfo. Para uma ou duas pessoas é mais negócio pedir um corte de carne para cada. Sugestões: entraña, bife de chorizo e asado de tira. E como entrada um chorizo.

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