A caminho da Galeria Pacifico, encontrei com um grupo de jovens tocando Ska no meio da rua. São seis rapazes e uma garota, todos aparentemente ao redor dos 20 anos. Os meninos arrancavam aplausos entusiasmados da plateia que, na saída do trabalho, parou para escutar a vibrante versão instrumental de Michelle, clássico dos Beatles, enquanto uma garotinha, bonita e magra, se encarregava de pedir colaborações e de vender os CDs.

“Qual o melhor?”, perguntei. Ela não respondeu diretamente, disse apenas que em um as canções eram instrumentais e no outro ela cantava. Para evitar constrangimentos, comprei o segundo. Um homem que aparentava ter entre 60 e 70 anos me perguntou de onde eu era e, talvez para me tranquilizar a respeito da compra, disse que a menina logo assumiria os vocais e que cantava maravilhosamente bem.

Pensei que ele podia ser um parente fã, mas me dei conta de que alguns senhores engravatados que cruzavam a Florida com a Perón se detinham para ouvir a música e saudar a trupe. É uma comunidade que se reúne em torno da excelente banda Culo de Mandril, de segunda a sexta, às seis da tarde. Agus, a menina, colocou no chão o chapéu com o dinheiro recolhido e segurou o microfone. Ela não me decepcionou e trouxe um brilho a mais à apresentação da banda, que já estava ótima ao som de trompete, trombone, clarinete, guitarra, baixo e bateria. Para conhecer a turma, clique http://www.myspace.com/culodemandril

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