Eu já tinha esquecido da continuação do grande clássico do futebol argentino, quando ouvi um grito de gol. No domingo, data original da partida, havia me preparado para ver o confronto em bar do centro de Buenos Aires, ao lado de outros brasileiros. Mas do que o jogo, estávamos interessados em ver a torcida. Mas choveu impiedosamente o dia inteiro, esfriando o nosso ânimo e interrompendo o jogo aos 10 minutos. O árbitro disse que era impossível jogar futebol.
Nesta quinta, foi impossível, para mim, ver o jogo. Eu estava no meu trabalho, na zona norte, ao lado do Rio da Prata, área de influencia do River Plate. Portanto, o primeiro pensamento que me ocorreu ao ouvir um grito foi: gol dos milionários, como é chamada a equipe do elegante bairro de Nuñez. Mas não, era o primeiro gol do Boca, qie venceria o jogo por 2 a 0. Enquanto a bombonera e os bares fervilhavam, toda a reação que pude ver foi a comemoração da moça que faz a limpeza do escritório, uma peruana, que assim como quase todos os seus compatriotas, os bolivianos e os paraguaios que vivem na Argentina, adotou a equipe xeneize, como é conhecido o Boca Juniors.

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